Companhias vão aos tribunais reclamar por propriedade de inovação.
Nokia, Apple, Microsoft e Motorola são alguns exemplos.
Ricardo Remer, sócio da empresa “Atem & Remer”, que atua na área de propriedade intelectual, explica que, toda área que tem inovação, tem meios de proteção legal.
“Empresas, como Apple e Nokia, protegem o resultado de suas inovações por meio da patente. Cada celular pode ter dentro dele centenas de tecnologias. Ou seja, cada detalhe pode ter uma patente”.
Segundo reportagem do jornal britânico "The Guardian", o crescimento na venda dos celulares, que ultrapassa 1 bilhão de unidades todo ano, mostra que “vale a pena lutar por frações de centavos”. Ou seja, o mercado é outro motivo que leva as empresas aos tribunais.
Ele também mostrou como exemplo o acelerômetro, desenvolvido pela Apple. Segundo Remer, logo depois do lançamento do iPhone, as outras fabricantes foram atrás dessa tecnologia.
“Essas áreas que têm muito interesse comercial são previamente protegidas por patentes de desenvolvedores titulares. As que decidem entrar nesses mercados, passam a brigar judicialmente, porque às vezes não fazem acordos comerciais”, disse.
O iPhone, da Apple, é um dos smartphones que sofre processo por patente. (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
No início de dezembro, a Research In Motion (RIM), fabricante dos smartphones BlackBerry, entrou com um processo por violação de patente contra a Kik Messenger, um serviço de mensagens instantâneas que funciona em várias plataformas de software e que é concorrente do BlackBerry Messenger. O serviço da Kik, como o Messenger da RIM, permite que o usuário do smartphone saiba quando uma mensagem foi enviada, recebida, lida e que está sendo respondida.
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